quinta-feira, 12 de junho de 2014

Escalação real da Copa


Escalação real da Copa

Minha seleção estaria escalada assim: 1-Manifestação; 2 – Legado, 3 – Entorno, 4- Obra e 6 – Padrão Fifa; 5 – Copa do Mundo, 8 – Política, 11 – Marketing e 10 – Estatística; 7 – Bruxa e 9 – Hexa.

Fala-se que toda equipe de Futebol deve começar por um bom goleiro e aí está: Manifestação vem treinando forte desde a Copa das Confederações, chamando a atenção dos países para alguns problemas crônicos do Brasil, mas é importante lembrar que não é somente a forma como as coisas que envolvem a Copa aconteceram que estão erradas no país.

Na defesa, quatro jogadores importantíssimos para a competição: na lateral direita, Legado está sendo muito comentado pela mídia e até pelos populares. Sobre esse jogador aprendi uma coisa com o mestre Sérgio Carvalho (durante a gravação do programa do Laboratório de Mídia coordenado pelo professor Antônio Schmitz) que presenciou a Olimpíada de Barcelona em 1992, o legado esportivo é uma ilusão, poderemos contar com a parte física que ficou pronta até o início da Copa, o resto é ficar na torcida.

Na zaga o jogador Entorno tira o sono de muita gente. Principalmente em 12 lugares do Brasil, mais precisamente no local dos estádios. Nos canais de televisão, dificilmente aparecerão os defeitos das construções rápidas realizadas para que os jogos aconteçam e os perigos que rondam os estádios. Na transmissão dos jogos aparecerão os gramados e as arquibancadas que já estão nos lugares, limpos e arrumados.

O outro zagueiro fecha uma parceria incrível com o anterior, Obra é um dos jogadores de destaque desde o anúncio do país-sede para a Copa de 2014, algumas para a própria Copa, outras para a mobilização que na verdade já deviriam ser realizadas sem a Copa, mas como estamos falando de um país de terceiro mundo...prosseguindo, no prazo inicial não lembro de ouvir falar ou ver alguma que ficou pronta na data marcada, mas estamos em um país de terceiro mundo...ainda sobre este jogador ele continuará por aqui sempre chegando atrasado aos treinos, mas está ali, afinal estamos em um país de terceiro mundo.

Na lateral esquerda, fechando a defesa, escalaria o Padrão Fifa. Este jogador que é o responsável por alguns outros estarem escalados, praticamente um líder em campo. Exigências atrás de exigências vêm torrando o dinheiro público para que os virginianos de plantão da Fifa possam dormir sossegados fugindo de algumas características marcantes do Futebol no estádios brasileiros.

No meio campo uma dupla de volantes, Copa do Mundo e Política, que vem trabalhando bem (ainda não sei para quem) desde o início. O evento poderá servir para manutenção de cargos políticos ou para perda deles dependendo do ponto de vista e dos resultados da competição. A partir da escolha do Brasil como sede da Copa os discursos dobraram, triplicaram e até quadruplicaram, acreditem, mas as ações não aumentaram nas mesmas proporções. Ah! Os cargos aumentaram nas mesmas proporções.

O terceiro homem do meio campo, Marketing, é estrangeiro naturalizado, mas faz uma ligação importante entre a parte defensiva (burocrática) e ofensiva (prática). Investimentos gigantescos em um evento dessa magnitude deverão ter um bom retorno para as grandes marcas devido a grande exposição positiva realizada pelos meios de comunicação.  O problema é que esse jogador é bipolar e o Marketing do país com relação ao mundo não está saindo como o esperado e os meios de comunicação dos países que estarão presentes na Copa não estão perdoando a falta de comprometimento com a realização do evento.

O último do meio campo, Estatística, já é um jogador mais prático e está realmente envolvido na competição e nos jogos. Também é verdade que Estatística, dificilmente poderá decidir uma partida, mas ajuda muito na parte tática da equipe para enfrentar os adversários do Brasil que entrarão em campo.

No ataque uma dupla que deve jogar bem separada em campo. Pelo lado direito a, infinitamente comentada, Bruxa que antes da competição começar é muito especulada, falada e está em todas as mesas redondas, mas durante e principalmente depois, dificilmente é lembrada por alguém ou é notada sua ausência.

Fechando a escalação, o Hexa, jogador real, objetivo e muito prático. Não deixemos que a péssima administração para a realização do evento e os vários problemas que existiram e continuarão a existir mesmo sem a Copa, atrapalhem o sentimento que é torcer pela Seleção Brasileira de Futebol, que é vibrar com um gol do jogador do seu país. Aproveite a Copa, pois ela une uma nação, seja para torcer ou protestar, lembre que ela acontece apenas a cada 4 anos e no nosso país só depois de 2050.

Enfim, proteste (se quiser), revolte-se (se quiser), mas não deixe de curtir e se emocionar com os representantes do seu país, eles não tem culpa das pessoas de má índole que estão envolvidas.

Autor: Professor Darlei Comin